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A DISCIPLINA ESPIRITUAL DO JEJUM



Uma Extravagância Antiquada?

Existem pastores que nunca fala sobre a importância do Jejum na vida dos membros de suas igrejas. Há alguns que jamais pregam sobre jejum. São poucas as igrejas que falam do jejum em uma lição de pequeno grupo ou que convocam o povo para um tempo de oração e jejum ao buscarmos Deus em alguma decisão importante.

Por falta de conhecimento, muitos cristãos pensam que o jejum é algo do Antigo Testamento. A verdade é que muitos simplesmente não fazem mais. Para muitos cristãos, a idéia de passar longos períodos de tempo sem comer não soa como minha idéia de diversão.


Uma Prática Assumida!

Mas, vamos ler Mateus 6.16-18:

Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.

Esta passagem aparece bem no meio dos ensinos de Jesus sobre oração e o ato de dar. Neste sermão, Jesus usa frases como: “Quando você der” (v. 2), “Quando você orar” (v. 5), e “Quando jejuar” (v. 16).
Acredite, Jesus supõe que sua audiência irá dar, orar e jejuar. Jejum não é uma opção. Não é uma extravagância. Jejum, de acordo com Jesus, é uma doação. Na verdade, jejum é mais mencionado na Bíblia do que batismo!

Na Bíblia, observamos que o povo de Deus jejuou por motivos variados:

* Enfrentando crises
* Buscando a proteção de Deus e livramento
* Chamados para o arrependimento e renovação
* Pedindo a Deus direção
* Submetendo-se a Deus em adoração

O Perigo na Disciplina

Mas há um perigo inerente no jejum. É o mesmo perigo encontrado em qualquer outra prática de disciplina espiritual. Nós podemos tornar o jejum um fim em si mesmo, ao invés de um meio para um fim. Pode se tornar, meramente, uma prática externa sem uma paixão interna.

Pode ser reduzido a um hábito sem o coração. Nós podemos ver um exemplo disso em Lucas 18.12, (vamos ler com atenção) onde Jesus conta a história do Fariseu que se exaltou diante de Deus porque jejuava duas vezes na semana. Os Fariseus tinham o hábito de jejuar duas vezes por semana, geralmente no 2º e 5º dias da semana. Estes dois dias eram os principais dias do mercado Judeu. Isto significava que a cidade estava lotada com fazendeiros, mercadores e compradores. Portanto, estes dias de jejum em público teriam as maiores audiências. Jesus condenou a prática do jejum feita dessa forma, para receber bajulação pública.

• Nós temos a habilidade de pegar o que é sagrado, santo, que deveria nos levar mais para perto do Pai e tornar isso em algo mecânico, uma ferramenta religiosa usada para impressionar outros com a nossa espiritualidade.

O que era para nos aproximar de Deus, agora, na verdade, nos distancia porque pervertemos isto. E Deus percebe. Ele inspirou o profeta Zacarias para pedir ao povo e aos sacerdotes de Israel, “Pergunte a todo o povo e aos sacerdotes: Quando vocês jejuaram no quinto e no sétimo meses durante os últimos setenta anos, foi de fato para mim que jejuaram?” Zacarias 7.5


Um Tempo de Banquete

Alguns pensamentos sobre Jejum:

* Jejum não é tanto sobre comida, mas foco.
* Jejum não é tanto sobre falar não para o corpo, mas sim para o Espírito.
* Jejum não é tanto ficar sem fazer algo, mas olhar para dentro.
* Jejum é uma resposta externa para uma atitude interna, é um apelo da alma.


• Quando John Wesley falou de jejum, ele disse: “Primeiro, permita que seja feito diante do Senhor com os nossos olhos fixos Nele. Permita que nossa intenção neste lugar, seja esta, e apenas esta, a de glorificar nosso Pai que está no céu”.

Quando decidimos separar um tempo para jejuar, aqui está o que acredito que agradaria o coração de Deus. Vamos falar deste tempo de disciplina espiritual não como um dia de jejum, mas um dia de banquete – banquete com Jesus.



Um Chamado para Jejuar

Joel 2.12-17

Agora, porém”, declara o Senhor, “voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto.” Rasguem o coração, e não as vestes. Voltem-se para o Senhor, o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça. Talvez ele volte atrás, arrependa-se, e ao passar deixe uma bênção. Assim vocês poderão fazer ofertas de cereal e ofertas derramadas para o Senhor, o seu Deus.
Toquem a trombeta em Sião, decretem jejum santo, convoquem uma assembléia sagrada. Reúnam o povo, consagrem a assembléia; ajuntem os anciãos, reúnam as crianças, mesmo as que mamam no peito. Até os recém-casados devem deixar os seus aposentos. Que os sacerdotes, que ministram perante o Senhor, chorem entre o pórtico do templo e o altar, orando: “Poupa o teu povo, Senhor. Não faças da tua herança objeto de zombaria e de chacota entre as nações. Por que se haveria de dizer entre os povos: ‘Onde está o Deus deles?’

A LUZ DE JOEL VAMOS VER QUAL É A VERDADEIRA PROCEDIMENTO DO JEJUM

1. Jejum começa com os líderes espirituais. Joel começa seu chamado urgente para jejuar dizendo, “Ouçam isto, anciãos.” (Joel 1.2)

2. Jejum é muitas vezes associado com um senso de desespero espiritual. Joel 2.12 diz, “voltem-se para mim de todo o coração.” Perceba o senso de urgência e desespero.

3. Jejum é um chamado a voltar a Deus. (Joel 2.13) A primeira necessidade de Israel, como aquela do filho pródigo, era apenas retornar à para casa do Pai. Deus não fala sobre as necessidades do povo de melhores planos, programas ou estratégias. Ele está simplesmente dizendo a eles: Vocês foram infiéis a mim. Venham para casa.

• Andrew Murray, disse com muita propriedade: Jejum ajuda a expressar, aprofundar, confirmar a resolução de que estamos prontos para sacrificar qualquer coisa… para atingir o que buscamos para o Reino de Deus.

4. Jejum não é sobre o exterior. Em Joel 2.13, Deus diz, “Rasguem o coração, e não as vestes.” É completamente possível ficar sem comida e não ter um jejum verdadeiro.

5. Jejum é resposta de um coração quebrantado. Por que Joel fala “voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto”? (2.12). Porque arrependimento é a resposta apropriada para quando você erra. E Deus responde. “Pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor...” (2.13). De alguma forma, Deus é atraído para o que se esvazia, quebrantado, necessitado e fraco. Em outras palavras, Deus é atraído pela fraqueza.

6. Jejum é a resposta humilde para uma responsabilidade imensa. Joel convoca uma assembléia solene. No versículo 15 ele diz, “toquem a trombeta … decretem jejum santo” e ele estimula a todos para isso — os anciãos, as crianças, os bebês; ele até mesmo chama a noiva e o noivo! Por quê? Porque o nome de Deus e sua reputação estavam em jogo (2.17). O povo de Israel foi estimulado a começar um tempo de jejum, com o resultado direto de que eles preservariam a reputação de Deus e glorificariam Seu nome. Isto é uma responsabilidade imensa!

Ligar-se ao Poder de Deus

Como pastor, deixe-me dizer algo; para mim, um pensamento sério, quando penso sobre o que devemos fazer como igreja neste aqui em Maringá. É o pensamento de que Deus nos deu uma administração sagrada. Ele nos permitiu liderar algo que é maior do que nós mesmos e nossa igreja. Com isto vem uma grande responsabilidade, porque Seu nome e reputação estão em jogo.
Todo e qualquer trabalho que venhamos a fazer em nossa igreja, campanhas, pequenos grupos, reuniões de orações, etc. Temos que ter uma coisa em mente que tudo isso, nada mais é do que simplesmente uma forma de colocar pessoas em contato com o poder transformador de Deus para a vida deles.

Mais pensamentos sobre Jejum:

* Jejum não é um meio de buscar as bênçãos de Deus, tanto quanto é um meio de buscar a Deus.

* Jejum não é um teste para super santos, não é um meio de “torcer o braço” de Deus e não é uma fórmula mágica para se comunicar com Deus.

* Jejum é um banquete no Senhor. Procurá-lo para conforto, poder, força, direção, perdão e esperança.
Queridos! Jejum e Oração são duas ferramentas fundamentais na vida da igreja, é tão triste saber que estas ferramentas estão ao alcance de todos os cristãos e que tem sido pouco usadas. Pense sobre isto desta forma: Você entra na casa de alguém e percebe que a porta range, a pintura está descascando, as pernas das cadeiras estão quebradas, e as janelas estão rachadas e dependuradas pelas dobradiças. Então, você entra na garagem e vê que está cheia de ferramentas modernas, todas brilhando, recentemente tiradas da caixa. Porém, você pode dizer pelo estado da casa que essas maravilhosas ferramentas nunca foram usadas. Ferramentas só são boas se usarmos.

Da mesma forma, nós temos esta ferramenta, inacreditavelmente poderosa, chamada Oração e Jejum. Mas não nos fará nenhum bem se apenas soubermos que está lá, e a mantivermos armazenada, nunca tirando para fora e aplicando nos nossos problemas, preocupações, relacionamentos e responsabilidades.
A oração é uma ferramenta que Deus nos deu para usarmos nos destroços de nossas vidas, em nossa igreja, em nossa comunidade, em nosso país. Eu o estimularia a usar a experiência do jejum para restaurar seu foco e reavivar o poder da oração em sua vida. Banqueteie-se em Deus durante este tempo tão importante.

Que Deus nos abençoe!
Pr. Hamilton de Carvalho











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