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O QUE É ISSO COMPANHEIRO?



“Olhai por vós, e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, a qual Ele comprou com o seu próprio sangue”.
Atos 20.28


Com certeza não sou a pessoa mais apropriada para escrever este tema, isto porque, não sou nenhum decano na história de liderança eclesiástica no Brasil. Sou muito jovem aos olhos de muitos, inexperiente para outros. Mas, todavia não quero desprezar a minha mocidade quando se trata de um contexto onde estou envolvido até a cabeça.

Escrevo, pois, estas linhas desde a perspectiva de ser uma testemunha presencial e ativa na história da qual estou inserido, pois pertenço a uma geração que lhe toca viver entre as pedras do altar em ruínas, isto é, de uma igreja fragmentada pela desunião e de uma liderança perdida teologicamente e em profunda crise existencial que não obstante a liberdade religiosa que temos, não sabemos aproveita-la minimamente.

O texto acima deveria ser para nós pastores uma reflexão diária, um grito que fizesse tremer as artérias da nossa consciência diante da situação que se encontra nossas vidas e a igreja que o Senhor nos confiou o pastorado. Paulo diz neste texto, que a nossa reflexão tem que ser “para dentro”, não para fora. Temos que “olhar para nós mesmos”, porque é aí, onde encontraremos as causas mais determinantes de nosso escasso testemunho, de nossa pouca incidência na sociedade, de nosso lamentável e desesperançado complexo de minoria.

Aliás, é por causa deste complexo e da falta de introspecção da vida, que muitos de nós pastores enveredamos por caminhos tenebrosos, queremos a todo custo que “nossas igrejas” do dia para noite se tornem uma “mega-igreja” e para isso não importa o conteúdo da pregação, se a mensagem compromete a Palavra de Deus ou não, também não importa – pois o que está em foco é que está dando certo, não importando os meios. E a desculpa é: “Não sei se é certo, mas, está dando certo”.

Por isso que muitas igrejas estão cheias de pessoas sem compromisso com sua Palavra e muito menos com o próprio Deus. Gente que não leva nada a sério, em algumas igrejas os cultos não passa de programas repetitivos, sem criatividades, não se paga mais o preço da oração e da meditação na palavra. Eu diria que hoje as igrejas evangélicas são a maior concorrente da Xerox do Brasil, mudamos só a capa, mais o conteúdo é o mesmo; nossas atividades são xerocopiadas – isto porque “ta dando certo na igreja de fulano” aí, fazemos igual – importamos tudo na integra, o pacote vem completo, até os distúrbios emocionais, cacoetes, sem contar as heresias vestidas com as roupas da verdade. Eis a grande prova que não sabemos mais “olhar para nós mesmos”.

Por isso, há uma profunda crise na igreja, os nossos “arraiais” não respondem as necessidades da sociedade atual, nossas mensagens muitas vezes enchem o individuo de culpa e ele volta vazio para casa sem esperança. Não há mais apologética para nada, tudo tem uma explicação lógica e cientifica, e aí? “Temos apenas que nos adaptar e tocar o barco pra frente”, dizem alguns! São nossas inconseqüências meus queridos, que tem nos amordaçado, e calamos quando deveríamos estar gritando.
Somos o povo da doutrina e da verdade, sim, mas também somos gente do silêncio. Por que será? Isto acontece porque não nos atrevemos a falar ou porque não temos respostas?

O homossexualismo, o alcoolismo, as drogas, a pornografia, as injustiças de todos as cores e formas precisam de nossa parte, não essa limitadíssima e pouco comprometida denuncia de portas fechadas, dentro dos nossos “currais”. É triste o papel que está tendo a igreja nestes últimos dias que antecede a vinda de Jesus e isto se deve porque temos deixado de ser a influencia positiva de nosso mundo para passar a ser influenciado por ele. Por isso eis, a grande questão: ou temos nos aproximado tanto a ponto de nos confundirmos, ou distanciado tanto que nossa voz não lhes chega mais que, um tênue sussurro, inoperante e ineficaz.

Meu querido! Esta crise é tão séria; que vivemos como pequenos “messias” tentando arrebanhar toda a cidade para nosso arraial, e cada um com “sua verdade”, com a ultima moda, com uma nova revelação, e por aí vai. Cada dia que passa, temos nos distanciado cada vez mais da Palavra, não temos conseguido nem mesmo cumprir o que o Senhor Jesus pediu para que fizéssemos, para que, pelos menos assinássemos o certificado de Servos Inúteis, ver Lucas 17.10.

Este é o outro lado da crise, pois já se foi o tempo do “Reverendo”, isto é, do respeito pelo homem pastor. Pastor hoje é sinônimo de qualquer outra coisa menos de “homem de Deus”; é só notar quem são os conselheiros das nossas autoridades neste país, e em nossas cidades; a nossa aproximação seja ela, perto ou longe não faz muita diferença, a corrupção é “abençoada” e o mais intrigante é que somos homens “usados” por Deus na congregação, lá o Espírito Santo mostra tudo, revela tudo, e falamos tudo; mas, este mesmo “espírito” se cala, não revela nada quando estamos diante das autoridades que nos governam. E aí eu pergunto: O que será que nos faz calar?

Queridos, antes de podermos desincumbir nosso ministério e seja ele qual for, precisamos ser conhecidos por Deus – Marcos 6.7: “Chamou a si os doze...” – Veja que Jesus quer que você e eu tenhamos primeiro um contato pessoal para depois se envolver no trabalho do evangelho. Meus queridos! Sem intimidade com o Senhor não conheceremos o seu coração e por conseqüência não podemos fazer sua obra com eficiência e eficácia. É possível desempenhar um ministério sem necessariamente ter intimidade com Deus, aliás, é o que mais temos visto nos dias de hoje – tanto é possível como provável, pois no contexto de Mateus 7.21-23; a senha válida não será o exercício da religiosidade e sim o que se viveu de intimidade com Deus, aquele contato pessoal, conhecer a Deus na sua intimidade e ser conhecido por Ele.

Este sempre foi o desejo do coração de Deus para com o homem; conhecer a Deus e torna-lo conhecido. Foi assim com Abraão – “... apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; ANDA NA MINHA PRESENÇA e sê perfeito”. O caminho já foi traçado, é só seguirmos a risca, para que sejamos dignos de ser considerados homens de Deus, e não a nomenclatura de um título qualquer.

Acreditem não é o Título que vai impressionar e nos fazer mais “poderoso”, aliás, o que nós somos é bem mais importante do que aquilo que fazemos. Na verdade, se o que nós somos não preenche as exigências de Deus, então o que fazemos é virtualmente inútil. É triste afirmar isto e, no entanto, é a mais pura verdade, o mundo da religião vazia, está coalhado de pastores e líderes defloradores financeiros, de pastores que exploram os sinais exteriores da religiosidade e aí, o que vale, é o exercício do sacrifício, do ritual, da liturgia, do culto ao culto e fé na fé.

E cômico de tudo isso, é que muitos não se dão conta de que Deus não se incomoda muito com o culto, como culto. Deus se incomoda muito mais com as atitudes e intenções do nosso coração. Deus não se incomoda muito com o que eu faço ou com o título que dou a meu cargo, Ele se incomoda muito mais com os porquês das minhas ações, com a intenção mais profunda, com a minha agenda oculta. O que eu tenho visto por este Brasil afora é uma liderança se esforçando muito para que o povo e próprio Deus vejam às suas ações e às suas estratégias, que nada mais é do que uma compensação do distanciamento de Deus em suas vidas.

Acredite! Deus não está em busca das nossas ações em si mesmas, o que Ele está em busca na verdade são nas intenções que estão gerando as nossas ações. Estas sim, é que são importantes. Não podemos nos esquecer nunca de uma coisa, é que Deus não dá sua Glória a ninguém, Ele ainda está no Trono.

Amados, precisamos retornar aos arsenais da pregação bíblica e genuína, e reconhecer que a nossa única autoridade na proclamação não são nossos métodos, nem nossas estratégias, ou a ultima moda, mas, sim a Palavra de Deus pregada na sua autenticidade.

Voltemos para nós mesmos. O pastor, o líder que não olha para si mesmo, que não cuida da sua própria alma, nunca saberá cuidar dos outros, continuará perdido buscando alternativas vazias, gastará toda juventude ministerial, toda energia enquanto jovem em buscas de coisas que mesmo realizadas com eficiência, o levará a um sentimento de perca de tempo, não digo que seja um sentimento de inutilidade, pois este é para quem fez ou faz apenas aquilo o que o Senhor pediu.

É hora de repensarmos nossa vida, nosso ministério, nossa mensagem, nossas atitudes, nossas escolhas, nossas alternativas, nossos métodos e perguntarmos honestamente o que está por trás de tudo que fazemos. A experiência tem me mostrado, que a crise que estamos vivendo, prova que estamos apenas “olhando para o rebanho” – para o povo, o que pode deles ser tirado e não olhamos para nós mesmos, o que de nós pode ser dado. Tudo deve começar primeiramente em nós, em 2ª João versículo 8 diz: “Olhai para vós mesmos, para que não percais o que ganhastes...”. Paulo escrevendo para Timóteo diz: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina” (I Tim. 4.16).

Precisamos com certa urgência reedificar o altar de nossas vidas ministeriais e pastorais. Mas apesar de tudo, há uma esperança. Há a confiança de que Deus irá derramar Seu Espírito, e que aqueles que temos caminhado, como temos podido, entre as pedras derribadas do altar da comunhão e da liderança Bíblica, juntaremos um dia nossas mãos e dobraremos nossos joelhos e louvaremos a Deus pelas maravilhas que virão quando, juntos, voltaremos a edificar o altar de uma Igreja com líderes segundo o coração de Deus.

Pr. Hamilton Paulino de Carvalho












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